sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Cartão Universal Kingston Micro SD



Características Cartão Universal Kingston Micro SD, acompanha dois adaptadores, permitindo que ele se transforme em Mini SD ou SD. A troca de dados será fácil, eficiente e conveniente. Você poderá armazenar arquivos de foto, som e vídeo no seu celular, câmera digital ou qualquer outro equipamento que tenha slot padrão SD.



Especificações Técnicas

-Interface: 8 pinos micro sd - 9 pinos mini sd - 11 pinos sd

-Capacidade: 2GB

-Trava de Proteção

-Alimentação: 2.7-3.6V

-Velocidade: 60x
Alta capacidade e Velocidade de transferência, nova tecnologia

- Armazena fotos, Mp3, Mpeg e qualquer arquivo.



Compatível com qualquer câmera digital, Celulares, Mp3 Players, SmartPhones, PDAs,

R$ 14,00

Headphone


Headphone - com som estereo HI-FI
Ideal para Mp3 e Mp4,melhor encaixe reduzindo o barulho externo. 

Perfeito para simuladores e também para músicas e chat. 

Feito com material que proporciona conforto e proteção para seu ouvido.



Atenção:

verificar as cores disponiveis antes da compra!

R$ 19,90

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Como fazer fotos de longa exposição

Fotos com uma cachoeira toda aveludada ou um mar todo esfumaçado parecem estar gerando um interesse cada vez maior nos fotógrafos atuais.
Longa exposição
Esse efeito é resultado de uma técnica bem simples, mas cheia de segredinhos: a longa exposição.
A princípio é fácil realizar esse tipo de foto: é só colocar a câmera no tripé e usar exposições longas (que podem ter de 1 segundo a vários minutos.) Parece simples, mas assim que comecei a praticar fotos deste tipo comecei a encontrar alguns empecilhos. O que fazer?

Esqueci o tripé!

É quase impossível fazer longuíssimas exposições sem tripé, mas às vezes dá pra dar um jeito. Tripé é assim: quando você fica com aquela preguicinha de carregar o danado é exatamente quando vai aparecer a oportunidade para usá-lo!
Nesse caso faço o seguinte: primeiro apoio a câmera em um lugar sólido e firme. Na falta de algo assim na locação você pode sentar no chão e usar o joelho como apoio. Na hora de clicar prendo a respiração e aperto o disparador sem soltá-lo até o fim da foto.
Ok, não é sempre que funciona…
Cachoeira tremida
Mas depois de uma ou duas tentativas é possível que você tenha sucesso!
Cachoeira - deu certo
No caso da foto acima coloquei a câmera em cima de uma das pedras e fiz este esquema. Consegui uma foto com exposição de 1.6 segundos que, sem tripé, é teoricamente impossível.

Tem luz demais aqui!

Para fazer essas fotos você precisa diminuir o ISO e fechar o diafragma ao máximo. Assim é possível compensar essa falta de luz com o tempo de exposição bem longo. Isso é fácil de fazer à noite, por exemplo, mas bem mais complicado quando existe luz demais (como durante o dia ou mesmo no amanhecer ou anoitecer.)
Às vezes, mesmo deixando o ISO lá em baixo e o diafragma bem fechadinho, ainda tem luz demais. Aí o tempo de exposição não é longo o suficiente para conseguir o efeito bonito que procuramos.
A solução ideal para situações assim é comprar um filtro de densidade neutra (ND). Tudo que este filtro faz é deixarpassar menos luz para a câmera, permitindo que você use exposições mais longas sem mudar nada a foto.
Oberhofen

Se você ainda não tem um filtro ND ainda sobram duas opções: usar outros filtros que também comem alguns f/stops (como o filtro polarizador) ou fotografar em RAW superexpondo a foto para arrumar depois na pós. É trapaça, mas o negativo digital consegue manter muitas informações em luzes estouradas então pode ser uma alternativa pra quando não temos outra escapatória!
gambiarra
Na foto acima, por exemplo: para conseguir usar 1.6 segundos a foto original ficou superexposta. Depois tirei dois pontos de exposição no Lightroom. Não é uma foto que ficou boa, mas você conseguiria usar essa técnica para um resultado mais bonito :-)

A foto sai tremida mesmo com tripé!

Ao apertar o botão disparador você pode fazer a câmera tremer. O ideal, neste caso, é ter um disparador remoto. Ele permite que você aperte um botão longe da câmera, evitando que ela se mexa.
Se você não possui um disparador remoto também dá para deixar o timer da câmera em 2 segundos, dando um tempo para ela se estabilizar do seu apertão no disparador antes de começar a exposição.

O que é High key?

Como é uma foto High key?

Uma foto High key tem muitos tons claros e quase nada de sombras. Não podemos confundir esse efeito com o erro de exposição, em que uma foto fica clara demais sem essa intenção! A foto HK é clara porque a iluminação é bem distribuída, não existem muitas sombras e os elementos da foto também são de tons claros.
highkey_01
Na foto acima você vê que a situação tem uma iluminação bastante uniforme, as pessoas têm pele clara e estão usando roupas claras. Para entender ainda melhor podemos olhar o histograma desta foto:
highkey_02
Como pode ver a maior parte dos pixels que formam esta imagem estão lá no canto direito. A foto não está estourada, ela só é formada por muitos mais pixels claros do que pixels escuros.
Importante: Uma foto “estourada” é aquela que resultou de uma exposição inadequada à luz: muita luz entrou na câmera e a foto ficou clara demais. Isso não é High key, é erro de exposição mesmo!

Como fazer uma foto High key?

Algumas sugestões para conseguir fotos neste estilo:
  • Utilizar fundo claro, de preferência branco
  • Evitar sombras, principalmente sombras muito duras
  • Alguns detalhes podem dar contraste em tons mais escuros (como os cabelos na foto acima)
  • Usar luz natural ou flash para preencher a luz em todo o assunto fotografado
  • Cuidado para não estourar e perder os detalhes da imagem!

Por quê?

Fotos com tanta iluminação trazem uma sensação mais alegre e viva para a cena.

O que é Low Key?

Como é uma foto Low key?

Ao contrário da High key, que é uma imagem com muitos tons claros, a Low key é uma imagem composta principalmente de sombras. Nela poucos detalhes são claros, somente para sugerir o assunto fotografado.
lowkey_01
Na foto acima dá para perceber como a maior parte da imagem é composta por sombras, somente com luz suficiente para sugerir do que se trata. Analisando o histograma é possível ver isso ainda melhor:
lowkey_02
No gráfico notamos que a grande maioria dos pixels que formam esta foto estão do lado esquerdo, indicando que eles são sombras. Somente poucos detalhes estão no lado direito.
Importante: Uma foto “clipada” é aquela que resultou de uma exposição inadequada à luz: pouca luz entrou na câmera e a foto ficou escura. Isso não é Low key, é erro de exposição mesmo. 

Como fazer uma foto Low key?

Algumas sugestões para conseguir fotos neste estilo:
  • Utilizar fundo escuro ou com pouca luz
  • Usar uma luz bem contrastada
  • Ao usar flash concentrá-lo em poucas partes do assunto
  • Ao usar luz natural colocar o assunto aonde tem mais luz e deixar o resto na sombra

Por quê?

Fotos Low key trazem uma sensação de mistério, melancolia ou drama.

Fotografia de paisagens: o que é a técnica do cartão preto

A técnica do cartão preto é utilizada para conseguir fotos bem expostas em situações onde um pedaço da foto está muito mais claro que o outro. Usamos essa técnica principalmente em momentos como no nascer do sol ou pôr do sol, quando a exposição do céu fica muito diferente da exposição da paisagem. Usar o cartão preto é uma forma fácil de já ter uma foto bem exposta sem precisar contar com a edição no Photoshop ou no Lightroom.
Vamos ver um exemplo? As fotos abaixo foram feitas um pouco antes do nascer do sol. Quando eu queria que o céu tivesse detalhes, ela ficou assim:
Cartão Preto - por Claudia Regina
Para conseguir os detalhes da paisagem, no entanto, tive que aumentar o tempo de exposição. Consegui os detalhes do banco… Mas perdi o céu:
Cartão Preto - por Claudia Regina
Usando a técnica do cartão preto, no entanto, consigo uma foto que tem a exposição correta tanto no céu quanto na paisagem:
Cartão Preto - por Claudia Regina

Como fazer isso na prática?
A técnica é muito simples: com a câmera em um tripé, você segura um objeto preto na frente da lente, cobrindo a metade mais clara da foto. No final da exposição, é só tirar o cartão e deixar a parte mais clara ter sua exposição correta.
Vamos para um passo a passo mais detalhado:
1. Faça a medição da fotometria tanto para a parte clara quanto para a parte escura, mudando somente o tempo de exposição. No exemplo da foto acima, usando ISO 100 e f/8, tive uma exposição de 30 segundos para a paisagem e de 3 segundos para o céu.
2. Escolha a exposição mais longa (neste caso, 30 segundos) e coloque o cartão preto na frente da lente, cobrindo somente a parte mais clara do quadro. Olhe pelo visor ou use o LCD para checar se o cartão está cobrindo de fato a parte que você quer.
fotografia-cartao-preto-claudiaregina
3. Aperte o botão do obturador para começar a fazer a foto. Conte os segundos que se passaram e, quando faltarem os segundos da exposição mais curta, tire o cartão de frente da lente! Contar de cabeça pode ser um pouco complicado, então use um cronômetro (como o do celular.) No caso da foto de exemplo, tirei o cartão quando meu cronômetro chegou em 27 segundos (30 segundos da exposição da paisagem menos 3 segundos da exposição do céu.)
4. Pronto. Sua foto foi feita usando duas exposições diferentes e ficou linda! :-)

Dicas importantes

Essa técnica só funciona com exposições longas, pois é humanamente impossível tirar o cartão no meio de uma exposição de meio segundo, por exemplo.
O nome é “cartão preto” mas você pode usar qualquer coisa que bloqueie a exposição do sensor da câmera: só precisa ser um objeto plano, preto e fosco. Nestes exemplos usei um caderninho de anotações com capa preta que sempre carrego comigo.
Se você tem um disparador remoto é uma boa ideia utilizá-lo: você pode selecionar a opção bulb e contar o tempo direto no cronômetro.
Enquanto está segurando o cartão na frente da lente, tente fazer pequenos (bem pequenos mesmo) movimentos circulares para que a foto não saia com uma linha muito definida da diferença de exposição.

Outras técnicas

Existem filtros que fazem algo muito parecido com esta técnica: são os filtros graduados de densidade neutra(ou, simplesmente, ND-grad.) Eles também compensam a exposição de uma metade do quadro. A vantagem do filtro é a facilidade de uso. As desvantagens são limite de stops (normalmente só até 3 stops) e localização do gradiente (dá pra colocar o cartão mais pra cima e mais pra baixo, ao contrário do filtro.)
Filtro ND Grad - Claudia Regina
Também dá pra lidar com situações de grande diferença de luz na edição. A forma mais conhecida é usando a técnica HDR. Se a diferença de luz for em áreas esparsas da imagem, é legal usar HDR. Se for uma diferença bem definida, no entanto, usar o cartão preto pode ser mais prático pois a foto já sai pronta.
HDR-claudiaregina

A câmera como prótese do olho



Poderia ser a câmera fotográfica uma prótese do olho, que vê por mim? O que vemos, hoje, é uma grande corrida em massa para se acompanhar as frequentes inovações da indústria fotográfica. A publicidade tem realizado bem sua missão: criar ficções por meio da propaganda para alcançar a meta de vendas, que dizem sobre uma possível promessa de redefinição de criatividade, por meio do aparelho fotográfico. 

Criatividade redefinida? Então a câmera tem o poder de redefinir a criatividade? Mas de quem? De si mesma? De quem a utiliza? Muitas vezes, questionamentos como este passam despercebidos. A intenção central de todas as publicidades é impor uma lógica em si mesma, e esteja longe disso qualquer pensamento questionador e crítico. Não se vende o produto, mas o ideal dele. E nesse espaço do ideal, o mercado explora gananciosamente todas as possibilidades de supervalorização da máquina. Nós estamos no meio de todos estes ideais, que vão do corpo perfeito às virtudes inteiramente humanas (como no caso em questão: a criatividade). 

Por mais que exista uma ambiguidade de interpretação no título da propaganda que promete uma redefinição da criatividade, sua formulação é inteiramente intencional. A indústria fotográfica vive em busca do equipamento perfeito, superespecializado. Tudo isso em troca das fotos perfeitas? Da câmera infalível? Da lente como prótese do olho e que visa ultrapassar o próprio olho? (in)Felizmente sim. E estamos todos aqui, envolvidos de corpo, alma e bolso.
Quem faz a foto não é a câmera! É engraçado dizer isso porque o discurso retorna exatamente após ser dito. Se a câmera não faz a foto, então quem faz? O fotógrafo? Entre essa relação de câmera e fotógrafo, vejo a necessidade da pergunta-chave: O que é uma câmera? Usamos a câmera fotográfica como objeto, para além do nosso corpo. Então ela seria um aparelho, máquina ou instrumento? 

O instrumento é algo que usamos como se fosse extensão do corpo. Exemplo: A máquina de lavar roupas, apesar de ser nomeada de máquina, faz uma atividade para poupar o uso do nosso corpo. A máquina é um instrumento maior que o corpo e tem força física para destruí-lo. Um avião, por exemplo. Aparelho é todo o objeto que acreditamos manipular, mas que, na verdade, nos controla. No ato de manipulá-lo, temos que conhecê-lo. Mas, ao conhecê-lo, percebemos que suas potencialidades são infinitamente maiores que nossa capacidade de conhecê-lo. O computador é um exemplo.


Dentre os três conceitos, a câmera fotográfica fica numa linha tênue entre o instrumento e o aparelho. E o que vai determinar a apropriação de um ou de outro será a criatividade de quem a utiliza. Criatividade. Volto à palavra que estimulou o texto. 

No aparelho, a criatividade é uma dimensão técnica e científica. A criatividade publicitária, que ao vender o aparelho vende também a promessa de uma ilusão, cria um aprisionamento do sujeito que, ao se deixar objetivar na relação com a câmera enquanto aparelho, deixa de ser sujeito no ato da foto. É manipulado na ilusão de manipular. É enganado por si mesmo.

Para pensar a câmera enquanto instrumento, recordo-me da obra “A Filosofia da Caixa Preta – Ensaios para uma futura filosofia da fotografia”, do filósofo tcheco Vilém Flusser, que formulou uma teoria sobre questões relacionadas à fotografia e à modernidade. Dentre as relevantes contribuições, ele aponta, já no final do século passado, os caminhos que se delineavam sobre a câmera sendo assimilada como aparelho obscuro de imagens instantâneas. A criatividade-instrumento ressurge por essa ótica de apropriação, na etimologia da palavra, derivada de criar, que vem do latim creare, “erguer, produzir”. Aquela que ergue o olhar e se reinventa, se movimenta e produz. A relação se inverte: a câmera deixa de ser aparelho ativo manipulador para se tornar um mero instrumento passivo; as imagens deixam de ser meramente a materialidade de um aparelho – cópias falseáveis de uma suposta realidade – para adquirirem valor em um campo maior e inteiramente rico: de criação, experiência; a lente deixa de ser uma prótese do olho de quem vê, para se tornar um instrumento subordinado do olho